24 de jul. de 2013
Sinfônica
14 de nov. de 2012
Conselho

22 de fev. de 2012
Ser um...
Na estrada da morte
Que a tua sorte me guia
Afia tua faca na minha mão
31 de jul. de 2010
Há uma lua
Advertência
Há uma lua by nandescritor
Há uma lua
17 de jun. de 2010
A Memória e a Música
1 – De como comecei uma amizade com o velho Gonzaga
Foi no ano passado. Um dia de primeiras vezes. Primeira viagem universitária interestadual que eu fazia, a primeira vez que visitaria uma capital e a primeira vez que participaria de um Encontro Acadêmico numa universidade federal. Não tenho a menor vergonha de dizer que sou um caipirão à moda antiga. Não tenho vergonha, mas também não uso disso para me fazer de coitado. Sou pobre, nascido no interior do interior; mas assim muitos outros há. “Tantos Severinos, iguais em tudo e na sina.”
Mais de nove horas de viagem. Também era a primeira vez que fazia uma viagem tão longa. Meus limites eram São Mateus, ES do lado de cá e Porto Seguro, do lado de lá, de onde vim ainda pequeno. Mas isso não importa! Tantos outros têm limites tão menores, enquanto um bocadinho privilegiado tem limites tão largos que acham que nem tem limites... Mas, enfim!
Fomos de carro. Alguns outros foram de ônibus, mais tarde. Percurso longo, enfadonho, rodovia curvilínea. Bom mesmo é uma musiquinha, pra ajudar o veículo na sua comilança de estrada. Revirei o porta-CD’s da professora. Naquela longa jornada pudemos ouvir vários álbuns, mas dois deles marcaram muito e até hoje eu os escuto com muito prazer. Não sei explicar o porquê. Creio que os ouvi a ambos na volta. Talvez a saudade de casa, a emoção da viagem bem sucedida, o prazer de ter compartilhado com amigos tão queridos de uma quase-semana tão boa, tenham aumentado minha sensibilidade musico-sensorial e me proporcionado a memorização daquelas músicas. Especulação só! Não entendo patavina de psicologia!
Na ida, lembro de termos ouvido Pereira da viola, o CD ao vivo da banda Kid Abelha e uma coletânea de músicas de grandes cantoras como Adriana Calcanhoto, Ana Carolina e Marisa Monte. Mas pouco gravei destes. Até já tinha o DVD do Kid Abelha em casa, mas ouvia pouco. Ainda hoje só escuto de tempos
O que me marcou mesmo foi o álbum Documento, de Raul Seixas e a Coletânea da Série Bis de Luiz Gonzaga, que escutamos na volta. O que eu conhecia do velho Gonzagão era o que todo mundo da minha idade conhecia. Algumas músicas isoladas, xotes, causos etc. nada muito concreto. Aquele momento, com todas as emoções acima citadas, com todas as primeiras vezes concretizadas, com a graça da capital mineira saindo das minhas narinas, com todos aqueles montes e planícies tão diferentes da paisagem eucaliptica das estradas do extremo sul baiano, parecia casar direitinho com a sanfona de Luiz Gonzaga e com a guitarra amalucada e o inglês abaianado de Raulzito. Talvez tenha sido esse o motivo de eu tê-las guardado
Ao chegar em casa procurei ambos os discos na internet, com a desculpa de mostrar ao meu pai, que sempre gostou de ouvir os dois artistas. Achei Documento e outras coletâneas de Luiz Gonzaga, mas não a que eu queria. Seria um presente perfeito pro dia dos pais... Perfeito porque não era caro e era a cara do meu pai. Eu, quebrado e doido pra agradar ao velho, mas enrolado como fio de telefone. Passou a data, passou a idéia, mas não a vontade de achar o CD. Numa outra viagem, assim, sem nem pensar muito, entrei no Shopping Iguatemi, em Salvador, e acabei achando o bendito. Não era mais dia dos pais. Na verdade até o aniversário do velho já tinha passado. Mas comprei o CD assim mesmo. Pessoas especiais não precisam de datas pra ganhar presente. E além do mais, antes de entregar o CD a painho, tratei de salvar uma cópia em “Minhas Músicas”...
Toda vez que escuto as músicas de Luiz Gonzaga me vem á cabeça o percurso Teixeira – BH e tudo o que significou pra mim aquela viagem. Os cinco minutos de uma música podem comportar muito mais sentimentos do que se possa imaginar...
Fernando Lago – 15 de Junho de 2010
18 de mar. de 2009
Léo Mantovani e Banda Excelsis em Mucuri

31 de jan. de 2009
Não Precisamos da Tecnica?
Outro dia, na adoração dos ministérios da missa na Paróquia NSª das Graças alguém falava sobre o pregador, que tem de sintetizar vivência espiritual, inteligência e oralidade para poder fazer com que suas palavras cheguem aos ouvidos e principalmente aos corações da assembléia. Imediatamente lembrei de fazer essa comparativa, puxando pro lado do músico. Ora, não basta apenas a espiritualidade de um músico para a música se tornar um louvor devido. Inegavelmente necessária, indispensável, mas nem sempre suficiente. Assim como a síntese entre a inteligência do pregador (sua oralidade) e sua abertura para com o Espírito Santo, faz com que suas palavras sejam um anúncio devido, a concatenação (todo mundo gostou dessa palavra) entre tecnica, espiritualidade e testemunho de vida para um músico são necessários para que Deus faça de nós um instrumento de sua palavra...
Um músico não vai conseguir tocar o coração de uma pessoa com um instrumento desafinado... Talvez, se estiver muito inspirado. Mas na maioria das vezes ele vai mais torturar ao outo e a si mesmo... O discernimento é indispensável ao servo de Deus, seja ele da área que for. E o músico tem que ter o discernimento do que é eo que não é musical (um músico sem musicalidade é o quê? Um poeta que não faz poesia?). Um batuquerê no meio de uma adoração, por exemplo, não é propício... Muito menos litúrgico! Ou uma melodia nostálgica na hora de pular em louvor a Deus, não faz sentido...
Da mesma forma, a pura preocupação com a tecnica, esquecendo-se da oração, do testemunho de vida e da vivência no espírito, fará do Ministério um simples grupo de tecnicos que se reunem para tocar para um punhado de gente numa igreja ou numa praça... A identidade do músico da igreja é ser igreja! Se o músico da igreja não age como quem é igreja, como estará no campo de batalha, representando a igreja, uma vez que se insiste em dizer que o músico é o batalhão de frente?
Antes de sermos músicos, somos cristãos, e como tal devemos agir... E me lembro muito bem de um conselho do meu então cordenador do grupo de oração, o irmão Antônio, logo quando começamos essa aventura de pregar o evangelho fora das quatro paredes de nossa comunidade: Tudo o que um cristão faz, deve ser precedido pela oração. Portanto, orem, meninos. Já vi muita banda se acabar por falta de oração.
14 de jan. de 2009
Ministério Gabriel agora é Banda Excelsis
O Ministério Gabriel inaugura em 2009 uma nova fase, com novos membros e um novo nome. Ministério Gabriel agora é Banda Excelsis, nome inspirado da expressão Glória In Excelsis Deo - Glória a Deus nas Alturas - do missal romano. Nossa missão continua a mesma: louvar a Deus e proclamar o evangelho atrvés da música. Nossos planos continuam também. Ouvir a voz do Senhor e caminhar para onde Ele nos mandar. Queremos, hoje e sempre, dizer para o Senhor: " Eis-me, Senhor, tudo deixei por ti. Senhor, meu amigo, assim lado-a-lado eu caminho contigo. Onde fores eu vou. Senhor, não Pergunto pra onde me levas. Se tu queres eu quero, se tu fores eu vou." (Mons. Jonas Abib).
Agradeço muito a Deus por cada pessoa que Ele colocou em nossa vida nestes cinco anos. Em nome da Banda e do Ministério (a gente continua a atuar em missas e encontros) eu ouzadamente falo: somos muito gratos a todos aqueles que fielmente intercedem por nós em suas orações. Louvado seja Deus por todos aqueles e aquelas que oram por essa missão. Graças dou por vós, irmãos. Conversando com uma dessas pessoas especiais eu disse que o Ministério não cai (apesar de balançar tanto) por dois motivos: "O amor que temos pelo ministério e pela música e as orações das pessoas por nós." Daí ela acrescentou: "Então são três, porque primeiramente ele não cai porque está no coração de Deus, porque se assim não fosse ele não teria acontecido... "
Deus seja louvado por tudo e nos ajude nessa missão. Que possamos proclamar sem medo, com ajuda daqueles "que amam e que nos amam" que Jesus é o Senhor de toda a Canção...
Amém
Nova Formação:
Vocal/Backing Vocal: Patrécio Rocha, Ana Caroline, Rayan
Contrabaixo: Fernando Lago
Guitarra: Harley Vieira
Bateria/Percursão: Pepê e Nilson
Apoio Tecnico: Isaque e Aline
PS.: Segue os links
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/bandaexcelsis/
http://www.excelsis.sonico.com/
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=18709895
God bless all you
27 de nov. de 2008
Alain Caron
17 de nov. de 2008
Música - arte inerente II (eu prometi, né)
O que aconteceu foi o seguinte. Tendo eu já aprendido a manejar o violão e a tirar um som mais ou menos dele (menos pra mais do que pra menos), alguns equivocados acharam que, por ser irmão de um baixista, eu sabia tocar baixo também. Eu tinha vergonha de dizer que não sabia nem que notas o baixo tinha. Um belo dia eu quase entrei numa fria. Tinha um baixo sobrando na igreja e o pessoal falou me apontando: bota esse menino aí pra tocar. Ele é irmão do baixista da São Francisco... Fugi. esquivei-me da maneira que pude; e o povo insistindo, porque achavam que era modéstia minha. Consegui escapar desta.
Mas foi a partir dessa situação que eu pensei: não é possível eu não saber nem uma notazinha de contrabaixo! E acabei descobrindo - por boca do próprio cabra que insistia em pensar que eu sabia tocar baixo - que as cordas do baixo nada mais eram que as quatro primeiras cordas do violão, com uma oitava abaixo. E me explicou o que era obvio: a primeira nota que se fazia no braço do violão, que era a tônica (perdoe ser tão tecnico), equivalia àquela nota no baixo... Creio que não me entenderam, porque sou péssimo em explicar essas coisas tecnicas. O importante é saber que eu descobri como se fazia uma nota no baixo, e que aprendi a identificar o seu som numa batida musical. Logo comecei a treinar tocando as músicas que eu tinha gravadas em casa (em K7, acredite se quiser), tirando de ouvido o baixo e executando nas três primeira cordas do violão. A que eu mais gostava era "Como és lindo" de Vida Reluz (Walmir Alencar): "Te olhar, te tocar e te dizer meu Deus como és lindo..." Eu achava harmonioso e ao mesmo tempo cheio de estilo.
Um dia, estando eu no grupo de oração Raio de Luz (saudades daquele tempo!) ouvi falar sobre o retiro do Musfec e dei um jeito de ir. Foi nesse retiro que a história toda começou: a minha como músico e a do Minstério Gabriel, que aconteceram concomitantemente. Foi neste inesquecível retiro de 2002 que eu conheci Isaque e Paulo André, dois meninos da comunidade São Lourenço, que até então eu nem sabia existir. Ficamos Paulo André, eu, Júnior - um grande amigo que hoje é seminarista - Bruno, Wanglis, entre outros santos no mesmo quarto. O retiro foi no centro diocesano e os quartos eram cômodos, com quatro beliches cada um, se minha memória não me engana.
Travei amizade com Paulo André, que ficava sempre junto com a minha turma por conta do quarto; e com Isaque, que também ficava junto por conta de Paulo André. É comum trocarmos convites de visitas aos nossos respectivos grupos de oração. Convidei-os ao Raio de Luz, que era o meu grupo na época; e eles me convidaram ao Mensageiro Gabriel, que é o grupo da comunidade são Lourenço, que como disse eu nunca tinha ouvido falar.
Neste retiro estava também Erivelton, que eu conhecia apenas por ser irmão de Tom, que tocava junto com meu irmão na São Francisco. Esses anacronismos são o melhor da história! Mesmo não conhecendo Erivelton direito, combinei de ir com ele ao grupo de oração "um dia desses". Quando chegou o "um dia desses" eu fui à sua casa e fomos ao tal grupo. Minha mãe, coitada, ficava com o coração na mão porque só ouvia más histórias sobre este bairro.
Numa certa segunda feira - o nosso grupo é às segundas feiras - Erivelton foi passar em minha casa para irmos ao grupo e me flagrou tocando "Como és lindo" nas cordas de cima do violão. Disse: Ah, você toca é baixo! Vamos lá! Vamos à igreja que você vai tocar baixo, profetizou.
Uma semana depois eu era chamado pra tocar baixo no grupo de oração, porque o baixista iria faltar. Fui. Foi a primeira vez que peguei em um baixo. Um desastre, pra quem entendia da coisa: dedos entrevados, batidas fora do tempo, ritmos sem noção... Desastre total! Mas como sou um ser humano teimoso, voltei na outra semana, e na outra e em todas as semanas em que Demir, o baixista oficial, faltava. Quando Demir saiu definitivamente eu me tornei oficial. Já então tocava um pouquinho melhor.

O processo foi longo. Digo, está sendo longo, pois ainda não acabou... Continuo aprendendo a cada dia. Sou um ser inacabado e, como já diz Erivelton, sem nem conhecer Socrates: cada vez que aprendo mais descubro que não sei de nada. Eu ainda busco crescer no contrabaixo. Minha grande dificuldade desde 2003 até hoje é não ter o instrumento em casa... E é isso que admira a alguns músicos que me conhecem. Sei pouco, mas o pouco que sei o sei sem "malhar" em casa, sem ficar horas na frente de um video tentando tirar os slaps do "troncho" da vez (o troncho da vez agora é Alain Caron). Mas eu espero crescer a cada dia mais. A vida não pára. Eu também não posso parar. Não posso e não quero. Viva a dialética!




