21 de dez de 2009

Cansei da beleza

Como não tenho tido nada pra postar ultimamente, segue aí uma poesia mesmo...

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Cansei da beleza

Imposta pela sociedade

Já cansei destes prédios

Desta cidade

Vou para o campo

Vou para a mata

(Beleza de verdade)


Seguro a mão de minha amada

Amor, amizade

Seguro a cintura de minha amada

Isenta de vaidades

Fúteis (brinquedos)

Da leviandade


Na simplicidade amamo-nos

E no nosso amor há espaço para pouco

(Um milhão de coisas, apenas)

Mas seguimos, braços dados

Cabelos esvoaçados

Garganta inflamada pelo vento frio

E rio

Porque a risada dela, mesmo rouca, me faz sorrir


Cambaleando nas ruas

Rindo à toa

Bêbados de amor

Flagrante união

Lá vamos nós dois

(Quase um só)

Espantar os abutres

Da nossa plantação


Fernando Lago – 20 de Dezembro de 2009

Um comentário:

Pode se jogar, mas não esqueça a sua bóia, viu?