31 de jan de 2009

Não Precisamos da Tecnica?

Não foi apenas uma vez que me envolvi com outros músicos em discussão sobre tecnica e espiritualidade. Discussões pacíficas e necessárias; edificantes, até mesmo.

Outro dia, na adoração dos ministérios da missa na Paróquia NSª das Graças alguém falava sobre o pregador, que tem de sintetizar vivência espiritual, inteligência e oralidade para poder fazer com que suas palavras cheguem aos ouvidos e principalmente aos corações da assembléia. Imediatamente lembrei de fazer essa comparativa, puxando pro lado do músico. Ora, não basta apenas a espiritualidade de um músico para a música se tornar um louvor devido. Inegavelmente necessária, indispensável, mas nem sempre suficiente. Assim como a síntese entre a inteligência do pregador (sua oralidade) e sua abertura para com o Espírito Santo, faz com que suas palavras sejam um anúncio devido, a concatenação (todo mundo gostou dessa palavra) entre tecnica, espiritualidade e testemunho de vida para um músico são necessários para que Deus faça de nós um instrumento de sua palavra...

Um músico não vai conseguir tocar o coração de uma pessoa com um instrumento desafinado... Talvez, se estiver muito inspirado. Mas na maioria das vezes ele vai mais torturar ao outo e a si mesmo... O discernimento é indispensável ao servo de Deus, seja ele da área que for. E o músico tem que ter o discernimento do que é eo que não é musical (um músico sem musicalidade é o quê? Um poeta que não faz poesia?). Um batuquerê no meio de uma adoração, por exemplo, não é propício... Muito menos litúrgico! Ou uma melodia nostálgica na hora de pular em louvor a Deus, não faz sentido...

Da mesma forma, a pura preocupação com a tecnica, esquecendo-se da oração, do testemunho de vida e da vivência no espírito, fará do Ministério um simples grupo de tecnicos que se reunem para tocar para um punhado de gente numa igreja ou numa praça... A identidade do músico da igreja é ser igreja! Se o músico da igreja não age como quem é igreja, como estará no campo de batalha, representando a igreja, uma vez que se insiste em dizer que o músico é o batalhão de frente?

Antes de sermos músicos, somos cristãos, e como tal devemos agir... E me lembro muito bem de um conselho do meu então cordenador do grupo de oração, o irmão Antônio, logo quando começamos essa aventura de pregar o evangelho fora das quatro paredes de nossa comunidade: Tudo o que um cristão faz, deve ser precedido pela oração. Portanto, orem, meninos. Já vi muita banda se acabar por falta de oração.

29 de jan de 2009

UMA ODE, UM PANEGÍRICO, UM HINO – OU CHAME COMO QUISER


As aves cantam melodias

Que não consigo interpretar

Com meus ouvidos autodidatas

Só saborear

As nuvens se auto-desenham

Numa obra de arte inédita

E louvam ao criador

Autor de toda beleza

Que trazes contigo, moça

Moça,

É que tens um dom

De alegrar meu coração

Os barulhos dos automóveis são música

O choro da terra cessa

E a paz parece nascer

Quando surges e o teu olhar

Teu olhar me faz viver

Quando tu estás por perto

As águas se acalmam

E mesmo animais ferozes

São tenros e dóceis

– Encantados por teu olhar

Causas revolução

E modificação

Quando tu estás por perto

Se alegra meu coração

Comigo catam os que amam

E mesmo os que não amam

E o verde parece mais verde

Quando tu estás por perto.

E mesmo quando não estás

Se se anuncia a tua presença

– Por um milagre tecnológico

(Uma magia inter-comunicante)

O meu coração se alegra

E canto belas canções

E os que me vêem perguntam

Que alegria é essa?

Viste um pássaro verde?

Um boto cor-de-rosa?

Uma jóia de alto valor?

Respondo,

Vi e vi mais que isso

Vi um pássaro louro

Com alma cor-de-rosa

Uma pomba delicada

A jóia mais preciosa

Vi e quero mais que ver

Quero contemplá-la

Assisti-la, admirá-la

Como obra de arte que é

Do maior dos escultores

Que nunca erra em seu traço

Fernando Lago – 29 de Janeiro de 2009 (00:50)

24 de jan de 2009

Soneto à luz dos teus olhos sob a luz de um luar de Janeiro


Soneto à luz dos teus olhos sob a luz de um luar de Janeiro

A luz da lua cheia que alumia
A noite em que me perco em tua lembrança
Me faz voltar de novo a ser criança
Lembrando dos teus olhos, moça pia.

À luz dos teus olhares que fugia
A luz dos meus olhares não alcança
E choro, pois conheço a semelhança
Que à luz do teu olhar com a luz havia

À luz da lua o poeta queria
Mas não lhe é dada e com a mão vazia
Chora como se fosse uma criança

E com o mesmo choro de esperança
Indigno, o meu olhar não alcança
Teus olhos, musa da minha poesia.

Fernando Lago Santos - 14 de Janeiro de 2009
(na madruga, sob a inspiradora luz da lua cheia)

Fernando Lago (meia noite e meia)

Sim, meus amigos! Hoje eu vou escrever de novo... (oooooh!)Sei que não é agradável, que meus textos não agradam a meus fãs (putz!), e que era preferível que eu citasse um autor qualquer que fosse, que seria melhor que eu. Mas hoje não... Hoje estou a fim de escrever... Insisto: quero escrever hoje.
Volto a dizer, meus caros, que ora não é minha intenção agradar ninguém... Não me acusem de hipócrita ou insesato, sei muito bem que se eu quiser ser um escritor devo ter em consciência, antes de qualquer coisa, que dependo da qualidade de meus textos; de como serão recebidos, de como serão interpretados pelá crítica e pelo público, que é às vezes ainda mais crítico que a própria crítica. (Tenho pra mim que alguém já disse essa frase antes, mas por hora não tenho certeza, então não vou citar ninguém...) Mas é aí que reside a questão... Não sei se sou ou quero ser escritor... Sou um cara que gosta de escrever, pô!
Mas, sim, tenho consciência disso, meus patetas. Tenho também consci~encia de que há pessoas inúmeras (ou não tão inúmeras, mas inumeravelmente especiais) que mereceriam de mim um esforço para ser agradável. Sei disso, ignaros. E sei que talvez isso as fizesse feliz... (Não sei, mas tenho a leve impressão de que começo a delirar... De que não falo coisa com coisa.) Sei. Eu sei. Eu realmente sei.
Mas não esqueço das palavras de uma amiga que me disse sinceramente que antes de agradar aos outros, de estar bem com os outros, eu devia estar bem comigo mesmo...
Acho que ela está certa...Mas, nesse caso, se trata apenas de uma transição... Sei lá (Eu realmente tenho a impressão de estar delirando), pode ser, pode não ser... Esquece... Acho melhor parar com essas bobagens... Estou ficando ridículo e odeio ser ridículo... Voltarei à minha felicidade interior, que ainda não externalisei, mas eu demoro um pouco pra externalisar as coisas...
Quanto a vocês, que perderam tempo em ler essas mal dispostas linhas, não se decepcionem. Os textos de Fernando Lago são assim mesmo: nunca cumprem a missão com que iniciaram, mas acbam criando nova missão no meio das palavras (olha o delírio de novo)... Não se sinta inferior por não me entender (nem superior) ninguém entende, acho (que blasfêmia! é o delírio de novo). E não se preocupem em achar a conclusão; não tem. Só não se esquece que eu ainda hei de escrever para agradá-lo(a), agora não, mas noutra ocasião... è que agora eu tõ a fim de escrever pra ninguém... pra Fernando Lago... Mas obrigado por ler mesmo assim...

14 de jan de 2009

Ministério Gabriel agora é Banda Excelsis

O Ministério Gabriel nasceu há pouco mais de cinco anos, no grupo de oração da RCC chamado "Mensageiro Gabriel". Este foi também o primeiro nome do ministério (Conhecido também como Ministério MG). Algum tempo depois retiramos o Mensageiro e passamos a divulgar nos shows o nome de Ministério Gabriel. A partir de 2004 passamos a cantar nos shows músicas de nossa própria autoria. Os membros-fundadores são Erivelton, Fernando, Jandierre, Inglati, Paulo André, Patrécio. Mais tarde tivemos o Dil no teclado e o Júnior na bateria, completando a primeira formação do ministério. Com a saída de Júnior, Inglati e Dil, em meados de 2004, ocilamos entre vários bateristas e tecladistas, só voltando a completar a banda com a entrada de Ricardo em 2005, que deixou o Ministério posteriormente. Em 2007 o Ministério começou o ano com a entrada de Aninha, Poliana(voz), Pepê(bateria) e Léo (teclado). Agora em 2009, com a saída de Paulo André (que foi pra fraternidade O Caminho) e de Poliana e a entrada de Harley, Rayan e Nilson começamos mais uma etapa na nossa vida de evangelização.



O Ministério Gabriel inaugura em 2009 uma nova fase, com novos membros e um novo nome. Ministério Gabriel agora é Banda Excelsis, nome inspirado da expressão Glória In Excelsis Deo - Glória a Deus nas Alturas - do missal romano. Nossa missão continua a mesma: louvar a Deus e proclamar o evangelho atrvés da música. Nossos planos continuam também. Ouvir a voz do Senhor e caminhar para onde Ele nos mandar. Queremos, hoje e sempre, dizer para o Senhor: " Eis-me, Senhor, tudo deixei por ti. Senhor, meu amigo, assim lado-a-lado eu caminho contigo. Onde fores eu vou. Senhor, não Pergunto pra onde me levas. Se tu queres eu quero, se tu fores eu vou." (Mons. Jonas Abib).



Agradeço muito a Deus por cada pessoa que Ele colocou em nossa vida nestes cinco anos. Em nome da Banda e do Ministério (a gente continua a atuar em missas e encontros) eu ouzadamente falo: somos muito gratos a todos aqueles que fielmente intercedem por nós em suas orações. Louvado seja Deus por todos aqueles e aquelas que oram por essa missão. Graças dou por vós, irmãos. Conversando com uma dessas pessoas especiais eu disse que o Ministério não cai (apesar de balançar tanto) por dois motivos: "O amor que temos pelo ministério e pela música e as orações das pessoas por nós." Daí ela acrescentou: "Então são três, porque primeiramente ele não cai porque está no coração de Deus, porque se assim não fosse ele não teria acontecido... "



Deus seja louvado por tudo e nos ajude nessa missão. Que possamos proclamar sem medo, com ajuda daqueles "que amam e que nos amam" que Jesus é o Senhor de toda a Canção...

Amém

Nova Formação:

Vocal/Backing Vocal: Patrécio Rocha, Ana Caroline, Rayan
Violões: Erivelton Ferreira
Teclados: Léo Amaral
Contrabaixo: Fernando Lago
Guitarra: Harley Vieira
Bateria/Percursão: Pepê e Nilson
Apoio Tecnico: Isaque e Aline




PS.: Segue os links

http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/bandaexcelsis/

http://www.excelsis.sonico.com/

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=18709895

God bless all you

9 de jan de 2009

Só pra escrever...

Do meu estado pós-morbidez, pré-retorno, restolho de esperança, pré-renovação, confusão na cabeça, pré-revolução, etc, etc, etc...
Há tanto que não sento numa cadeira, respiro fundo e deixo minhas mãos despejarem num papel em branco ou numa tela de computador (mistura de televisão com máquina de datilografar - 26/12) palavras não planejadas, mas surgidas como bolhas em panela de água fervente... Há quanto não deixo fluir as expressões mais grotescas ou mais pitorescas que povoam o meu ser, sem me preocupar com métrica, sem me preocupar com opiniões, sem me preocupar com a moça da esquina ou o doutor do escritório em cima do sobrado na rua Maria da penha; ou com a filha do patrão, ou com os olhos avaliadores que me avaliam sem eu pedir uma avaliação. Sem me preocupar em citar Shakepeare ou Danti; Platão ou Aristóteles; Marx ou Gramsci; Machado ou Alencar; Freire ou Gadotti (e sem me preocupar de pôr seu sobrenome em caixa alta e o ano da publicação da obra entre parênteses). Sem me preocupar em ser romântico ou, pior, em não sê-lo. Sem me preocupar com meu estilo (que estilo?) em mantê-lo ou mudá-lo.
Há tanto que não sou livre!
Há tanto que não toco um violão sem me preocupar com a nota que toco. Sem me preocupar com o retorno, o contorno, o transtorno; sem me preocupar em perceber que não estou tocando violão... Sem pensar que amanhã é dia de aula ou de trabalho... Sem admirar o próprio som...
Há tanto que não toco pra mim mesmo...
Mas hoje, não me pre-ocuparei com métrica - porque não escrevo poesia.
Não vou pensar na moça da esquina, nem no doutor do escritório da rua Maria da Penha, nem na filha do patrão, nem nos avaliadores - porque provavelmente não me irão ler...
Nem vou fazer citações, a não ser as de Fernando Lago - porque sendo esse um daqueles texos escritos desmbestadamente, sem se preocupar com nada, não há de dar margem a citações...
Hoje, meus patetas, só irei escrever... Escrever como quem escreve na areia da praia... Ou no pára brisa serenado de um carro. Ou no chão do quintal de sua casa... Escreverei como o poeta que não consegue encontrar a rima certa para dizer à sua amada que ela é amada... Como o Jornalista que não acha o texto certo pra dizer ao povo que mais um indivíduo morreu. Como o presidente que não acha a palavra certa pra discursar ao seu povo dizendo que a crise é crítica...
Como o arauto que não contém-se em si, e não acha a frase certa pra dizer aos seus patrícios que a guerra acabou. Como o músico que não sabe em que nota inciará a melodia da canção, mas ainda assim está a postos... Como o namorado que não sabe o que cantar, aos pés da janela da criatura amada...
Escreverei com o bebê, que olhou nos olhos do pai e disse a primeira palavra da sua vida...
Que riu um riso leve e doce e, buscando a sua mãe, deu o primeiro passo no seu eterno caminhar...
Escreverei somente... Somente escreverei (quando escrevo não tenho escrúpulos e quem tiver ouvidos que ouça, quem tiver olhos que veja, quem for alfabetizado que leia, quem tiver cabeça que entenda - 26/10)
Fernando Lago Santos - 10 de Janeiro de 2009 (00:18)

4 de jan de 2009

Arauto

Arauto

 

Caminhava pela vida sem ter rumo

Pelos “campos verdejantes do amor”

Expressando em poemas ora amenos

Ora mal criados a bradar

Em palavras tão cobertas de horror

O horror que se tornava tão sereno

Ao lembrar que se odiava por amar

 

Percebeu que o amar não busca o ódio

O odiar não dá espaço para amor

Percebeu que reinventada era possível

Uma vida com amor que é amar

E Que o ódio assim surgido do amor

É fase passageira do gostar

Do ágape presente e previsível

Nessa vida não há vagas pro odiar

 

Caminhou pela vida em solidão

Sem um rumo que então não tinha achado

Sem companhia, a que tinha planejado

Só a frieza em seu pobre coração

Que sozinho se enxergou amargurado

Consigo e com seu triste estado

Que a todos inspirava compaixão

 

No entanto te encontrou e te pediu

Que presença te tornasse’ e companhia

E pediu que estivesses ao seu lado

Nesta guerra tão vivaz que ele enfrenta

O arauto te pediu que tua estadia

Em seu humilde coração seja pra sempre

Pois com menos ao seu cárdio não contenta

 

Caminhou ao teu lado mui feliz

Por, enfim, bela princesa encontrar

Que não obstante a sua beleza e probidade

Enxergou esse arauto decadente

Ao lado do plebeu, ora distante

Ias refazendo a estrada errante

Deste indigno cavalheiro emergente

 

E parou-se a contemplar o inexistente

Com insignificáveis olhares

Olhares Insignificantes

Olhares de amor e de saudade

E de paixão e de vontade

Vontade Incontrolável de te amar

 

Ama-te e amar-te é tão bom!

Já não pensa em amor com odiar

Já não pensa em se revolucionar

E mudar quem ele é e sempre foi

Desprezar suas qualidades e seus dons

Pra enganar-se a si mesmo e outra pessoa

Pra provar que Deus e o mundo estavam errados

 

Pensa doravante se esmerar

Nesse amor que só lhe faz viver

Creia, se quiseres, se não crer

Não te odiará por isso o nosso arauto

Que tão baixo e tão alto segue a vida

Só vivendo do amor que a ele dás

 

Fernando Lago Santos – 04 de Janeiro de 2009