28 de jan de 2012

Mente despretensiosa



Despretensiosamente... Como quem anda numa rua vasta sem saber aonde vai. Quebra umas esquinas, adentra alguns becos, mas continua andando. O pior é não saber onde se vai chegar... Minto. O pior é não saber se saberá voltar... Mas voltar pra quê?

Segue a rua, segue os passos, o vento segue... Cegue...

Isto não é uma poesia, meu senhor. Isto não é uma poesia! Isto não é nada... Despretensiosamente, sem desejos e anseios, sem amores ou dores...

Afinal de contas, que é que é isso mesmo, senão uma autometáfora quase que absolutamente metonímica? Metonímica, metalinguística, metafórica, talvez um pouco hiperbólica, mas que importa? Importa que já não é absoluta... Absurda!

Despretensiosamente é que escrevo. E suponho que é assim que o leiam os poucos que aqui vieram perder seu tempo... A estrada é longa e íngreme. Tomem seus acentos...

Janeiro de 2012

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Pode se jogar, mas não esqueça a sua bóia, viu?