11 de out de 2009

Coisas da Madrugada...

A vida que levo a levo provavelmente por querer ou por falta de querer...

Sei lá, estou contraditório em minhas palavras; e difícil de me compreender e ser compreendido. Confesso estar obscuro, mas um homem tem o direito de ser obscuro, contraditório e incompreensível à 01h28min da manhã, não tem? Pois então!

Escrevo agora porque essa comichão não tem hora pra atacar – é meio dia, meia noite, meia hora, meio minuto; e incontrolável, apesar de eu viver com ela a tanto tempo que já tenha desenvolvido algumas técnicas de contensão deste mal patológico não-catalogado.

Mas enfim, acho que sou meio louco (e acho que não sou o único que pensa assim). Por quê? Não sei! Há coisas que não podem e não devem ser explicadas. E há outras que não explico porque não quero mesmo! Veja você em que característica melhor cabe essa revelação.

No mais, não há nada de interessante a dizer... Sinto um vazio e tentei preenchê-lo escrevendo, mas acho que escrever sozinho, na hora neutra da madrugada, entre latidos de vira-latas e barulho de carros da Avenida Paulo Souto (belo nome para uma avenida!) não preenche esse vazio. Talvez devesse comer, mas não... Não é esse o vazio que sinto (desta vez o DDD não me ajudou). Acho que meu vazio só poderia ser preenchido se eu não tivesse escrevendo só um texto, se eu não tivesse escrevendo só; mais é uma coisinha de nada, essa literatura amadora que não é pra outros lerem. Acho que me sentiria completo (como de vez em quando eu sinto) se estivesse com uma intencionalidade, com um foco, mesmo que ilusório, mesmo que sem esperança, mesmo com uma quase certeza de um não... Ou com uma dúvida insistente do sim...

Quero dizer que acho que deveria ter um objetivo, e acabo de achar um... Não vos revelarei, mas alguns adivinharão, porque, como eu disse em outra carta, há mentes sagazes por aí que são capazes de entender essa minha complexa estrutura comportamental... E espero seja a pessoa certa, ou melhor, espero não ser mal entendido pela pessoa certa; e principalmente, não ser bem entendido pela pessoa errada. Talvez a pessoa certa pense ser a pessoa errada e a pessoa errada pense ser a pessoa certa. Ou uma pessoa neutra, nem errada e nem certa pense ser uma das duas ou uma das duas se considere neutra.

De todas as coisas que eu já escrevi acho que esse texto é o mais ridículo... Ah não! Tem aquela poesia composta aos quinze anos, verdade! Mas fora ela...

Mas enfim, sendo eu entendido ou não, importa que encontrei um objetivo, e agora me sinto mais completo, ou menos incompleto, o que nem sempre é a mesma coisa. Por exemplo, se tirares um biscoito do pacote e depois o substituíres, o pacote sentir-se-á completo outra vez. Se, contudo o biscoito não for da mesma marca, ou pelo menos do mesmo tipo, daí, meu amigo, arrumarás uma confusão dos demônios com esse pacotinho encrenqueiro (eles costumam encrencar muito). Se, porém tu puseres um biscoito em um pacote que já está meio vazio, o referido se sentirá menos incompleto, como eu, e provavelmente agradecerá... Em se falando de biscoitos é preciso ter muito cuidado, principalmente se forem salgados...

Acho que preciso mesmo dormir...

Esse texto é ridículo!

F. Lago - Cartas para alguém, para ninguém e para mim mesmo.

Teixeira de Freitas, 18 de Fevereiro de 2009. (01h28min)

2 comentários:

  1. Coisas da madrugada.. Sei o que é isso! Se eu parasse para escrever o que penso nessas madrugadas em que até o sono nos abandona teria muita coisa de "doida" rsrs
    É relevante o que escreveste, tanto que me identifiquei"
    "E espero seja a pessoa certa, ou melhor, espero não ser mal entendido pela pessoa certa; e principalmente, não ser bem entendido pela pessoa errada. Talvez a pessoa certa pense ser a pessoa errada e a pessoa errada pense ser a pessoa certa. Ou uma pessoa neutra, nem errada e nem certa pense ser uma das duas ou uma das duas se considere neutra. "
    Que jogo de palavras...

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Pode se jogar, mas não esqueça a sua bóia, viu?